"Renuncie aos desejos e encontrars o que seu corao deseja" (So Joo da Cruz).
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"Cristo meu nome e Catlico meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica. Um me distingue, o outro me designa. por este sobrenome que nosso povo distinguido dos que so chamados herticos" (So Paciano de Barcelona).

Regina Caeli
(Rainha do Cu)


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A Igreja de Cristo forte e mesmo que um milho de inimigos se levantem contra ela, outros tantos, homens de vossa dextra poderosa sero suscitados para combater as heresias e guardar a f inviolada da Madre Igreja Una, Santa, Catlica e Apostlica.

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Sem sacrifcios?

Todos nós desejamos levar uma boa vida. Porém, o que é ter uma boa vida e o que preciso fazer para tê-la? Acompanhe-me no texto.

Tudo isto, concordo, é admiravelmente belo. E também eu quero possuir um caráter forte. Levar uma vida ideal é exatamente o meu desejo. Mas... Não poderia encontrar-se um meio mais fácil de lá chegar? Não haverá, positivamente, outros meios? Não poderá obter-se um caráter irrepreensível, mais comodamente - sem sacrifícios? - Não, meu amigo. Neste ponto, é impossível tergiversar. "Aquele que quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" - disse Jesus Cristo (Mateus 16, 24). Quem quiser estar junto dele no reino dos céus, não pode mais abandoná-lo no caminho pedregoso do calvário...

De mais, dize-me, meu filho, que é que se dá gratuitamente neste mundo em que vivemos? Nada, absolutamente nada. Olha como os homens se afadigam noite e dia no trabalho, a quantas canseiras se sujeitam para adquirir os bens efêmeros da vida terrestre! Como querias então procurar-te este tesouro incomparável - um bom caráter - sem lhe pagar o preço?

"Oh! Como ele é feliz!" - suspira tu, talvez, ao veres um amigo teu divertir-se. "Como deve ser bom viver assim à vontade, distrair-se a seu belo prazer!". Como te iludes, meu filho, como te enganas! Se pudesses penetrar naquele coração que nada mais faz que sonhar com os gozos da terra, que julgas tu verias lá? - "Alegria e contentamento" - dirás. Ah! Não. Não encontrarias lá mais que um grande vazio e um sorriso forçado. Razão tem a Sagrada Escritura para dizer: "O ímpio assemelha-se ao mar em tempestade" (Isaías 57, 20). O ímpio é fustigado pela tempestade das paixões, e, quando a tempestade amaina um pouco, balouça-se num sonho amargo.

Ouve o parecer do grande filósofo inglês John Stuart Mill: "Não se pode esperar de um homem que nunca se recusa uma coisa permitida, que ele renuncie a todas as coisas proibidas. Tempo virá, disso não tenho dúvida, em que as crianças e os jovens serão levados ao ascetismo e à abnegação, e em que lhes será ensinado, como nos tempos antigos, a renunciar aos seus desejos, a fazer frente aos perigos, e a impor-se sofrimentos voluntários". É por este mesmo motivo que o catolicismo prescreve a abnegação, o ascetismo e a formação da vontade.

"Ascetismo?... Brrr!..." - pensarás talvez, porque te repetiram muitas vezes que, para praticar o ascetismo, era necessário martirizar-se a si próprio, renunciar a todos os prazeres e a todas as alegrias da vida. Ora atende um pouco: o significado original da palavra grega de que esta expressão deriva é este: "trabalho delicado, minucioso" - e os gregos queriam significar com isto o treino e a sobriedade a que se sujeitavam os concorrentes que se preparavam para a luta a fim de porem em ação, chegado o dia próprio, o máximo das forças latentes dos seus corpos.

Também o caráter é o resultado de muitas lutas e de um longo treino. Jamais conseguiremos fazer "trabalho delicado" em nós mesmos, se não nos exercitamos nisso, e são precisamente exercícios de abnegação que a nossa religião santa nos prescreve para nos ajudar na formação do caráter. Todos os grandes triunfos terrestres exigem renúncias e sacrifícios. E tu querias obter o maior dos triunfos - a nobreza de caráter - assentado sobre fofa almofada! Quando perguntaram a Zeuxis porque trabalhava os seus quadros com tanta minúcia, respondeu: "porque trabalho para a eternidade"! É exatamente, meu filho, o que tu deves fazer. Deves trabalhar para a eternidade. Poderia um tal trabalho ser pago demasiadamente caro?



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